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Nossa Mata Atlântica

Em 1500, quando uma árvore foi cortada para montar a cruz da primeira missa rezada no Brasil, começou o processo de destruição da Mata Atlântica.

No começo de nossa história, os colonizadores moravam na faixa litorânea. Mas logo começaram suas expedições em direção ao interior, penetrando na mata e aumentando as fronteiras da colônia.

Com isso, passaram a desmatar em busca de ouro, pedras preciosas e do valioso pau-brasil, que servia como matéria-prima para a fabricação de tinta para escrever, além de pigmento usado para tingir tecidos.

Ergueram vilas e introduziram a criação de gado e a lavoura.

O desmatamento para a formação de pastos e o empobrecimento dos solos pela prática constante de queimadas na agricultura foram terrivelmente destrutivos. Nos primeiros 100 anos de colonização, uma grande parte da Mata Atlântica já tinha sido desfigurada. A cultura do café, da cana-de-açúcar e do algodão, assim como a extração do ouro - os famosos ciclos econômicos do Brasil Colônia -, continuaram a devastação, poluindo rios, lagos e mananciais.

Na metade do século XX, o cerco à Mata Atlântica se fechou. Áreas agrícolas, grandes criatórios e os maiores centros urbanos do país ocupam hoje o que ontem foi a Mata Atlântica.

Apesar disso, ainda restam alguns trechos da Mata Atlântica, que conferem ao Brasil o título de país com a maior biodiversidade do planeta.

É tão importante para a saúde do nosso planeta preservar o que sobrou, que na Constituição de 1988 o Brasil declarou a Mata Atlântica um Patrimônio Nacional. E, (vírgula) em 1993, a Unesco reconheceu-a como Reserva da Biosfera, dentro do Programa Homem/Biosfera.

 

Xaxim - Encontrado em meio a nossa mata, uma das muitas espécies em extinção da Mata Atlântica.
 
 
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